Protagonismo (quase) dividido em musical sem turbulências
Tom Jobim e Vinicius de Moraes praticamente dividem o protagonismo nesse espetáculo dirigido por João Fonseca, que flutua harmoniosamente, sem maiores pretensões de inovação, pelas conhecidas ondas do musical biográfico.
Império do desejo
Apesar de não se libertar de uma estrutura, até certo ponto, tradicional, Ricardo Alves Jr. assina um filme protagonizado por corpos ardentes e valoriza tanto as imagens explícitas quanto a ausência delas.
Um espetáculo destemido – até certo ponto
Nessa condensada transposição do monumental livro de Dostoievski para o palco, Marina Vianna e Caio Blat, que dividem a direção, corajosamente valorizam uma verborragia que pode soar exasperante a muitos espectadores de hoje. Mas, diante do afastamento de uma abordagem interiorizada, a natureza reflexiva do texto perde espaço.
Os destaques da cena em 2024
Como em anos anteriores, a temporada teatral de 2024 oscilou entre a frequência dos monólogos e a grandiosidade dos musicais. Mas não ficou resumida a esses extremos. Houve encenações de companhias, montagens centradas em pautas identitárias e a valorização dos trabalhos de artistas veteranos.
Vidas em suspenso
A encenação de Rodrigo Pandolfo para o texto de Cindy Lou Johnson evidencia o desejo de provocar certo estranhamento no público por meio da quebra da linguagem realista.
Beckett com as marcas do Teatro Oficina
Essa encenação de Esperando Godot sinaliza certo desgaste na reedição de proposições bastante reconhecíveis em espetáculos do Teatro Oficina. Entretanto, sua rápida permanência no Rio de Janeiro fornece aos espectadores da cidade a oportunidade de manter contato com essa companhia de importância histórica incontestável.