Cinema da familiaridade e do afeto
Criações recentes de André Novais Oliveira, o curta Roubar um Plano (realizado com Lincoln Péricles) e o média Quando Aqui evidenciam um cinema de travessias geográficas e temporais.
Um destemido Hamlet no caos do século XXI
Nesse Hamlet, apesar de toda a (aparente?) certeza, há uma grande dúvida ou incógnita: o futuro. Os jovens clamam por um futuro com mais oportunidades e condições justas que não sabem se conseguirão usufruir ou se só será vivenciado pelas gerações seguintes.
Fantasia sem perder a naturalidade
No curta-metragem Pássaro-Memória, a interface entre o cinema e as artes cênicas não se dá apenas nos instantes de dança. Desde o início da projeção, o espectador é colocado diante de uma rua-palco.
Imagens que escapam
De início, o espectador enxerga flashes do corpo nu do ator Maurício Lima. A partir de dado momento, as imagens projetadas sob uma superfície escapam, em alguma medida, ao olhar do espectador. Nesse sentido, Arqueologias do Futuro é um solo que intencionalmente continua não se revelando de modo integral diante do público.
Conjugação entre (supostas?) oposições
Janaína Leite desconstrói a representação e, ao mesmo tempo, adere ao mascaramento. Coloca-se, diante da plateia, “sem personagem”. mas, inevitavelmente, interpreta o papel da filha.
Um Hamlet sem subserviência
Sob a condução da diretora Chela De Ferrari, os atores, portadores de Síndrome de Down, se afastam de interpretações consagradas, tanto no que se refere ao texto de William Shakespeare quanto ao modo de representar os personagens.