Vingar como vingança
Viviane da Soledade analisa Nem Todo Filho Vinga, espetáculo da Cia. Cria do Beco: “Para além da sua dramaturgia e do significado que os corpos negros e favelados têm em cena, a direção dá pistas importantes para os espectadores constituírem experiências de deslocamento análogas aos moradores de favela, no âmbito geográfico, mas também simbólico. Esse deslocamento do espectador, induzido pela direção de Renata Tavares, provoca a experiência sensível da dinâmica da favela. E desse modo o espetáculo e seu público vão sendo constantemente transferidos de lugar pelos atores”.
Foco no jogo teatral
Acumulando as funções de autor, diretor e ator, Gabriel Flores demonstra, em Latitudes dos Cavalos, prazer pela arquitetura do texto e pelo jogo teatral entre os personagens.
Um basta à perpetuação do racismo
De acordo com Viviane da Soledade, Chega de Saudade! se faz crítico ao racismo não exclusivamente por sua dramaturgia, mas pela proposta cênica que vai se estruturando a partir das corporeidades negras e da evocação de suas culturas.
Conjugação entre (supostas?) oposições
Janaína Leite desconstrói a representação e, ao mesmo tempo, adere ao mascaramento. Coloca-se, diante da plateia, “sem personagem”. mas, inevitavelmente, interpreta o papel da filha.
Um Hamlet sem subserviência
Sob a condução da diretora Chela De Ferrari, os atores, portadores de Síndrome de Down, se afastam de interpretações consagradas, tanto no que se refere ao texto de William Shakespeare quanto ao modo de representar os personagens.
Desdobramento tropical do universo de Jarry
Mesmo sem concretizar inteiramente a sua ambição como comédia, a montagem valoriza uma teatralidade composta por elementos básicos – característica que tende a suscitar simpatia – e proporciona ao espectador carioca se deparar com uma expressiva amostra da cena de Natal.