Clássico com saudável inquietação
Paulo de Moraes não subverte a peça de Samuel Beckett. De qualquer maneira, propõe uma leitura que, mesmo atravessada por eventuais excessos, se revela oportuna. A interpretação minuciosa de Patrícia Selonk valoriza o resultado.
Realismo suavizado
Apesar de certa indefinição em relação à linha realista e de eventuais inverossimilhanças presentes na peça de Daniel MacIvor, a encenação de As Pequenas Coisas ocupa um lugar importante na temporada por representar investimento num teatro que valoriza palavra e interpretação.
Uma comédia em desconstrução
Férias é um espetáculo que ambiciona envolver o espectador com os quiproquós dos personagens e, ao mesmo tempo, desarmar a instância ficcional para frisar que aquilo que se desenrola é “apenas” teatro. Mas Jô Bilac demonstra dificuldade para desenvolver a peça.
Saga com final feliz
Uma conversa com Tania Brandão, organizadora (juntamente com Diógenes Maciel) da publicação de Pum!, burleta de Artur Azevedo e Eduardo Garrido que conseguiu resgatar após longa jornada.
Dança despida de convenções
Nos primeiros minutos, bailarinos entram em cena e desenrolam, lentamente e à meia luz, um tapete formado por diversos pedaços de tecido. Não há música, nem coreografia. Encantado é um espetáculo que não obedece aos princípios tradicionais da dança.
Exuberância e síntese
A encenação de Ines Bushatsky não se limita a destacar a exuberância do universo da drag queen. Articula o intencional excesso visual com uma cena concebida com reduzidos elementos cenográficos e sustentada pelo domínio de boa parte do elenco em relação ao texto de William Shakespeare.