
A riqueza da simplicidade
A Palavra que Resta surpreende pela inventividade, não exatamente por causa da história que conta, mas pela forma de contá-la. Ao utilizarem os elementos constitutivos da cena como recursos de expressão, os atores da companhia, conduzidos por Daniel Herz, apresentam uma encenação de excelência que valoriza a riqueza do teatro como manifestação artística.

A tragédia do cotidiano
A narração linear e a impessoalidade do espaço prejudicam o resultado, mas a montagem valoriza a temática urgente do texto.

Estrutura cênica e debate teórico
O caráter histórico se manifesta duplamente na montagem da Cia. Stavis-Damaceno: no debate sobre o envolvimento emocional do intérprete com a personagem e na conexão com os primórdios da tragédia.

Domínio da palavra
Mesmo que a restrição espacial e a escassez de objetos não sejam plenamente aproveitadas como proposta de linguagem, a montagem proporciona ao público um encontro com a palavra e com uma atriz que domina o seu ofício.

Uma comédia física
No centro de Uma Babá Quase Perfeita, agora em versão musical, está o ofício do ator, visto como profissional habilidoso na composição física – no que diz respeito não só à caracterização visual como à versatilidade vocal – que o permite desaparecer por trás da personagem que constrói.

O desafio da escuta
Representante do teatro da palavra, a encenação de Elias Andreato conta com concepção minuciosa, evidenciada principalmente na cenografia de Fabio Namatame, e atuações (de Odilon Wagner e Marcelo Airoldi) que dominam a palavra.