Um musical que extravasa do palco
Apesar de ter sido concebida mais a partir da segurança do produto aclamado do que da incógnita do novo, essa nova e contagiante versão de Hair, assinado pela dupla Möeller/Botelho, evidencia habilidoso domínio de todos os setores da cena.
Controle milimétrico na cena de Bob Wilson
Com a morte de Bob Wilson, o teatro perde um artista que investigou a palavra para além dos seus significados imediatos e produziu imagens imponentes e desconcertantes. Um encenador com assinatura inconfundível.
Específico e universal
Apesar de o comportamento dos personagens trazer novas informações e camadas sobre eles, a dinâmica muda pouco, o que gera uma sensação de repetição. Mas as interpretações de Paula Cohen e Jiddu Pinheiro e as proposições artísticas que integram a cena sustentam o interesse em torno de Finlândia.
Ecos do besteirol
O humor irreverente, a estrutura de esquetes, a escolha do teatro como temática e o comprometimento dos artistas com a criação como um todo aproximam a montagem da tradição do besteirol. Ainda que algumas cenas tenham duração esgarçada, o entrosamento e a habilidade dos atores garantem momentos de diversão.
Ao sabor das referências
Inspirado nas vivências da diretora Valeria Bruni Tedeschi, Jovens Amantes aborda os relacionamentos intensos e conturbados entre os integrantes de um grupo de alunos/atores. Há célebres personagens reais, como o encenador Patrice Chéreau, e diversas referências teatrais. Uma delas tem sabor especial para o público brasileiro: Macunaíma, espetáculo dirigido por Antunes Filho, que estreou em 1978 e foi apresentado ao longo de anos.
Princípios artísticos bem definidos
A conjugação entre teatro e outras artes (em especial, cinema e literatura) retorna nesse novo espetáculo da Companhia Polifônica que propõe operação dramatúrgica a partir de livros de Édouard Louis. O resultado evidencia o amadurecimento da pesquisa do grupo.