Vida e morte do coletivo
Cão nasceu do bem-vindo intercâmbio criativo entre as companhias Clowns de Shakespeare e Magiluth, mas enfoca a crise do coletivo. Essa oposição, aliada à instigante construção cênica, tende a mobilizar o público, mesmo que o espetáculo não alcance a graça almejada.
Todas as facetas de Fafá
O espetáculo não escapa completamente da padronização dos musicais biográficos. Mas Gustavo Gasparani consegue estabelecer alguma conexão com suas montagens anteriores dentro do gênero musical e exalta, de maneira oportuna, a brasilidade por meio da apresentação da trajetória da cantora Fafá de Belém.
Provocativa articulação de contrastes
O dramaturgo Eric Coble aborda questões da realidade por meio de circunstâncias cada vez mais distantes do real. A encenação, a cargo dos próprios atores (Karen Coelho e Rodrigo Pandolfo), concretiza no palco os desafios da peça.
Todas as facetas de um ator
Evaldo Mocarzel sinaliza a ambição de cobrir os variados campos de atuação de Sérgio Mamberti (1939-2021). Em se tratando de um filme de cerca de 90 minutos, determinadas condensações são inevitáveis. O trabalho em teatro ganha compreensível prioridade, mas sua militância política e as atuações no cinema e na televisão não deixam de ser lembradas nesse consistente e oportuno documentário.
O texto do corpo
Marcela Borela apresenta o processo de criação de Por 7 Vezes, espetáculo da Quasar Cia. de Dança, mas sem investir em condução didática. Prioriza impactantes imagens de corpos em movimento.
Amplo depoimento num único espaço
Esse documentário realizado por Jura Capela a partir de um depoimento de José Celso Martinez Corrêa, registrado em 2007, não apresenta grandes novidades em relação a outros filmes centrados no encenador, como Evoé! Retrato de um Antropófago (2011), de Tadeu Jungle e Elaine Cesar, e Fédro (2021), de Marcelo Sebá. Seja como for, escutar Zé Celso é sempre oportuno.